"O
HPV provoca pânico em casais"
HPV é a abreviatura utilizada para Papillomavirus Humano, também
conhecido como condiloma acuminado ou " crista de galo", e que produz
uma lesão vegetante típica ("verrugas genitais") no
pênis ou na vulva/vagina. É uma doença viral de transmissão
sexual que comprovadamente tem relação com o câncer de
colo de útero, mas ainda não se comprovou correlação
com o câncer de pênis. O HPV é representado por vários
tipos e subtipos de virus diferentes. De acordo com o risco de predisposição
ao câncer de colo uterino foram clinicamente separados em 2 classes:
alto e baixo risco.
Pênis
com lesão típica do HPV
Após o contato sexual existe um risco de transmissão
de 70% que depende da imunidade do indivíduo. Não é necessário
contato sexual direto na transmissão: existem relatos de contágio
pelo contato com roupas íntimas ou toalhas contaminadas. A camisinha
pode bloquear a transmissão da doença. O período de incubação
da doença é de 3 semanas a 8 meses com média de 3 meses.
A cura espontânea é possível, mas a regra é o aparecimento
e crescimento progressivo das lesões.
Todo indivíduo suspeito de ser portador deve procurar
um especialista: ginecologista no caso das mulheres e urologista no caso dos
homens. O diagnóstico é feito através de exame clínico,
colposcopia, peniscopia, biópsia ou exames de medicina molecular (Ex:
captura híbrida). O tratamento usual é feito com a cirurgia
para retirada das lesões (Ex: eletrocauterização ou laser),
uso tópico de substâncias químicas cáusticas (Ex:
ácido tricloroacético a 70 ou 80%, ácido nítrico
fumegante, água oxigenada a 90 vol, etc), quimioterapia (Ex: podofilina,
5 fluorouracil, thiotepa, etc) e imunoterapia (Ex: interferon).
O indivíduo que não tem lesões no pênis,
possivelmente não tem HPV. Entretanto, pode estar no período
de incubação da doença ou ter lesões subclínicas
de difícil detecção por leigos. Portanto, uma consulta
é altamente recomendável sempre que for exposto a uma situação
de risco. Use sempre camisinha.
Dr. Flávio Iizuka